Coluna (Edição >> abr - mai 2001)

Todos nós conhecemos a máxima que diz que no Brasil o Carnaval é feito o ano todo. Se isto é verdade para os profissionais das escolas de samba cariocas, que trabalham ao longo de todo o ano para apresentar um enredo na avenida, talvez seja também verdade para os antropólogos, já que nosso material de pesquisas se prolonga no tempo, em direção tanto a um passado revisitado como a um futuro construído.

Sérgio Ferretti, professor doutor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e autor de “Querebentã de Zomadonu – Etnografia da Casa das Minas do Maranhão” (Editora Edufma, São Luís, 1996), “Repensando o Sincretismo “ (Edusp, SP, 1995), dentre outros livros, fala em "Beija-Flôr e a Casa das Minas" do samba-enredo apresentado pela Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis no Carnaval 2001, e que abordou um capítulo importante da história das religiões afro-brasileiras, envolvendo a fundação da Casa das Minas, um dos mais tradicionais terreiros de tambor de mina do Maranhão. 

O artigo foi publicado originalmente no Boletim 18 da Comissão Maranhense de Folclore e reproduzido no site: http://sites.uol.com.br/cmfolclore

O samba-enredo da Beija-Flor gerou discussões apaixonadas no contexto da disputa pelo título de escola campeã do Carnaval. No entanto, Ferretti apresenta elementos de uma outra discussão, enfocando a relação entre a indústria cultural e a verdade antropológica, onde quase nunca a última sai vencedora.

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